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Termo de Exclusão do Simples Nacional: Saiba Como Reverter

Guia completo sobre o Termo de Exclusão do Simples Nacional, detalhando o novo prazo de 90 dias da LC 216/2025, os impactos financeiros da exclusão e o passo a passo para regularizar seu CNPJ.

Capa da Ext. com o título Termo de exclusão: como reverter e a ilustração de ampulheta grafite com areia vermelha caindo
Neste artigo 10 seções
  1. 01O impacto no seu bolso se você não agir
  2. 02Resumo dos prazos importantes
  3. 03Checklist técnico de verificação
  4. 04Perguntas Frequentes sobre a Exclusão do Simples Nacional
  5. 05Qual é o limite de faturamento para ME e EPP?
  6. 06O que é a ciência automática do termo?
  7. 07Posso parcelar a dívida para ficar no Simples?
  8. 08Como o Fator R afeta meu imposto?
  9. 09O que acontece se eu perder o prazo de 90 dias?
  10. 10Por que contar com apoio especializado para reverter o Termo de Exclusão?

Receber o Termo de Exclusão do Simples Nacional significa que a Receita Federal identificou pendências fiscais ou cadastrais no seu CNPJ e iniciou o processo administrativo para remover sua empresa desse regime tributário simplificado. Na prática, é um ultimato: você tem um prazo legal para regularizar os débitos ou será excluído a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e passará a regimes mais caros e complexos, como o Lucro Presumido ou Real, até conseguir nova opção pelo Simples.

Pense nisso como um "cartão amarelo" sério. O governo não bloqueia seu CNPJ imediatamente, mas avisa que a expulsão está programada. Uma novidade importante é que, com a Lei Complementar nº 216/2025, o prazo para resolver essas pendências após a ciência do termo foi ampliado de 30 para 90 dias corridos.

Na minha experiência acompanhando centenas de pequenos negócios, o erro mais comum é ignorar essa notificação achando que é apenas um "susto". Não é. Em outubro de 2024, quase 1,9 milhão de empresas receberam este aviso por débitos que somavam R$ 26,7 bilhões. Quem não agiu, foi excluído.

O impacto no seu bolso se você não agir

A inércia custa caro. Se a exclusão se concretizar, sua empresa perde o direito de pagar impostos em guia única (DAS) e sofre um aumento imediato na complexidade burocrática e financeira. Veja o que muda:

  • Aumento da Carga Tributária: Você perde as alíquotas reduzidas (como os 6% iniciais do Anexo III para serviços) e passa a pagar impostos federais, estaduais e municipais separadamente, muitas vezes com alíquotas somadas superiores.
  • Custo com Folha de Pagamento: Fora do Simples (salvo exceções do Anexo IV), a contribuição previdenciária patronal sobre a folha aumenta drasticamente no Lucro Presumido, encarecendo cada funcionário registrado.
  • Fim da Facilidade do DAS: Em vez de uma guia única vencendo dia 20, você terá que gerenciar múltiplos boletos e datas de vencimento diferentes.

O Relatório de Pendências anexo ao termo funciona como uma "fotografia" da sua dívida no momento da emissão. Como os valores mudam com juros e multas diárias, uma contabilidade consultiva como a EXT pode ajudar você a atualizar esses cálculos no sistema e escolher a melhor estratégia para não perder o CNPJ.

O prazo oficial para regularizar os débitos e evitar a exclusão do Simples Nacional é de 90 dias corridos, contados a partir da data de ciência do Termo de Exclusão. Essa ampliação foi estabelecida recentemente pela Lei Complementar nº 216/2025, triplicando o período anterior que era de apenas 30 dias.

Imagine o alívio de ter mais tempo para organizar o fluxo de caixa. Com o novo prazo, você ganha uma margem de segurança maior para negociar ou buscar financiamentos sem o risco iminente de ser desenquadrado do regime. No entanto, é fundamental não confundir as datas, pois existem regras diferentes para pagar e para reclamar de cobranças indevidas.

Resumo dos prazos importantes

  • Regularização (Pagamento ou Parcelamento): 90 dias após a ciência do termo.
  • Contestação (Impugnação): 20 dias úteis após a ciência, no termo emitido pela Receita Federal (Decreto 70.235/1972, art. 15, na redação da LC 227/2026; Perguntão, item 12.7). Se você discorda da dívida, este é o prazo para defesa formal.
  • Ciência Automática: 45 dias após a disponibilização da mensagem no DTE-SN, caso você não abra o arquivo antes.

Vale lembrar que o Relatório de Pendências é uma "fotografia" do momento em que foi gerado. Na minha experiência, é comum que constem débitos que o empresário acabou de pagar, mas o sistema ainda não processou. Uma contabilidade consultiva como a EXT pode ajudar a cruzar esses dados e confirmar o valor real da dívida.

Fique atento ao Domicílio Tributário Eletrônico (DTE-SN). Se você ignorar a notificação lá, o prazo começa a contar automaticamente após 45 dias, quer você tenha lido ou não.

Para conferir se os débitos apontados estão corretos, acesse o Portal e-CAC, gere o Relatório de Situação Fiscal atualizado e confronte cada pendência listada com os comprovantes de pagamento (DAS) que você já possui. Essa verificação é indispensável porque o relatório enviado junto ao Termo de Exclusão é uma "fotografia" estática do momento da emissão e pode não constar pagamentos processados nos dias seguintes.

Na minha experiência, muitos empreendedores pagam dívidas inexistentes por medo ou pressa. Não cometa esse erro. O sistema da Receita Federal é eficiente, mas falhas de baixa bancária ou erros de preenchimento na declaração mensal (PGDAS-D) são mais comuns do que você imagina.

Checklist técnico de verificação

  • Valide o Fator R (Anexos III vs V): Se sua empresa é de serviços, verifique se a tributação foi calculada pelo anexo correto. Se sua folha de pagamento for igual ou superior a 28% do faturamento, você tem direito ao Anexo III (alíquota inicial de 6%). Um erro de preenchimento pode ter jogado sua empresa para o Anexo V (início em 15,5%), gerando uma falsa dívida tributária.
  • Atenção ao Sublimite de R$ 3,6 milhões: Se a receita acumulada da sua empresa no ano-calendário passou de R$ 3,6 milhões, o recolhimento de ICMS e ISS deve ser feito em guias separadas, fora do DAS. Mas o impedimento não é imediato: com excesso de até 20% sobre o sublimite, ele só vale a partir do ano seguinte, e no ano do excesso o ICMS e o ISS no DAS estão corretos; acima de 20%, vale a partir do mês seguinte ao do excesso (Resolução CGSN 140, art. 12, § 1º).
  • Duplicidade de Pagamento: Confira se algum mês cobrado já foi pago ou parcelado anteriormente. O sistema pode demorar para reconhecer a baixa de parcelamentos recentes.

Identificar essas divergências exige uma análise minuciosa dos dados fiscais. Uma contabilidade consultiva como a EXT pode realizar essa auditoria para garantir que você pague apenas o que é justo, evitando prejuízos desnecessários.

Perguntas Frequentes sobre a Exclusão do Simples Nacional

Receber uma notificação da Receita Federal gera ansiedade e muitas dúvidas técnicas. Para economizar seu tempo e evitar pesquisas complexas, reunimos as respostas diretas para os pontos mais críticos que você precisa saber agora.

Qual é o limite de faturamento para ME e EPP?

O limite anual de faturamento para permanecer no regime é de R$ 360.000,00 para Microempresas (ME) e R$ 4.800.000,00 para Empresas de Pequeno Porte (EPP). Vale lembrar que existe um sublimite de R$ 3,6 milhões; se a receita acumulada no ano ultrapassar esse valor, o ICMS e o ISS deverão ser recolhidos separadamente, fora da guia única do DAS: a partir do mês seguinte, se o excesso passar de 20%; a partir do ano seguinte, se não passar (Resolução CGSN 140, art. 12, § 1º).

O que é a ciência automática do termo?

A ciência automática ocorre no 45º dia após a disponibilização do termo no Domicílio Tributário Eletrônico (DTE-SN), caso você não abra a mensagem antes. Imagine um relógio invisível: mesmo que você não leia a notificação, após esse prazo, a Receita considera que você foi avisado e o tempo para sua defesa ou pagamento começa a correr.

Posso parcelar a dívida para ficar no Simples?

Sim. Pagar ou parcelar, em até 90 dias da ciência, todos os débitos que motivaram o termo deixa a exclusão sem efeito (LC 123, art. 31, § 2º). Você não precisa ter todo o dinheiro em caixa agora; regularizar o parcelamento já sinaliza sua boa-fé para o Fisco. Uma contabilidade consultiva como a EXT pode ajudar a simular o melhor cenário de parcelas para o seu fluxo de caixa.

Como o Fator R afeta meu imposto?

O Fator R permite que sua empresa saia da alíquota inicial de 15,50% (Anexo V) para apenas 6% (Anexo III), desde que sua folha de pagamento seja igual ou superior a 28% do faturamento. É um incentivo matemático: se você investe mais em equipe (pró-labore + salários), o governo reduz sua carga tributária drasticamente.

O que acontece se eu perder o prazo de 90 dias?

Se você perder o novo prazo de 90 dias corridos para regularização (estabelecido pela LC 216/2025) e não contestar o termo, a exclusão produz efeitos a partir de 1º de janeiro do ano seguinte ao da ciência. Sua empresa passaria ao Lucro Presumido ou Real, regimes que geralmente possuem burocracia e custos tributários muito mais elevados.

Mas a exclusão não é definitiva. Quem regulariza os débitos depois dos 90 dias, mas dentro do prazo de opção, pode pedir nova opção pelo Simples para o ano seguinte; sem pendências, a opção é deferida (Perguntão, item 12.7). Para 2027, a opção foi de 01/09 a 15/10/2026 (Resolução CGSN 194/2026); a partir de 2027, ela é feita de 1º a 30 de setembro, para valer no ano seguinte (Resolução CGSN 190/2026).

Correção em 21/10/2026: a versão anterior deste post dava 30 dias para contestar o termo. Desde a LC 227/2026, a impugnação na Receita Federal tem prazo de 20 dias úteis.

Por que contar com apoio especializado para reverter o Termo de Exclusão?

O apoio especializado é fundamental para identificar se os débitos apontados no relatório são reais e garantir que a contestação (impugnação) seja protocolada corretamente dentro do prazo legal de 20 dias úteis no termo emitido pela Receita Federal. Sem esse suporte técnico, você corre o risco de assumir dívidas indevidas ou perder o direito de defesa por erros formais no processo administrativo.

Em outubro de 2024, a Receita Federal notificou mais de 1,8 milhão de empresas por irregularidades. Tentar resolver essa burocracia sozinho, sem conhecer as regras do Decreto nº 70.235/1972, é um erro que pode custar a permanência da sua empresa no regime simplificado.

Veja o que um especialista faz para proteger o seu caixa:

  • Conferência da Dívida: O relatório de pendências é apenas uma "fotografia" do momento da emissão. Verificamos no e-CAC se o débito já foi pago ou se há cobrança duplicada.
  • Segurança na Impugnação: Elaboramos a defesa administrativa com base técnica para suspender a exclusão enquanto o processo é julgado.
  • Gestão de Prazos: Com a Lei Complementar nº 216/2025, o prazo para regularização subiu para 90 dias. Planejamos o melhor momento para o parcelamento, preservando seu fluxo de caixa.

Imagine tentar consertar um vazamento complexo na sua casa sem ser encanador; o custo do reparo posterior será muito maior. Com impostos, a lógica é a mesma.

Não espere o prazo esgotar. Uma contabilidade consultiva, como a EXT Contabilidade, atua não apenas para reverter a exclusão, mas para realizar um planejamento tributário preventivo que evite novas notificações.

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Perguntas frequentes

Qual é o limite de faturamento para ME e EPP?

O limite anual é de R$ 360 mil para Microempresas (ME) e R$ 4,8 milhões para Empresas de Pequeno Porte (EPP), respeitando o sublimite de R$ 3,6 milhões para ICMS e ISS.

O que é a ciência automática do termo?

A ciência automática ocorre no 45º dia após a disponibilização da mensagem no DTE-SN, caso o contribuinte não abra a notificação antes desse prazo.

Posso parcelar a dívida para ficar no Simples?

Sim. Pagar ou parcelar, em até 90 dias da ciência, todos os débitos que motivaram o termo deixa a exclusão sem efeito (LC 123, art. 31, § 2º).

Como o Fator R afeta meu imposto?

O Fator R permite reduzir a alíquota inicial de 15,50% para 6% no setor de serviços, desde que os gastos com folha de pagamento atinjam 28% do faturamento.

O que acontece se eu perder o prazo de 90 dias?

Sem regularizar nem contestar, a exclusão produz efeitos a partir de 1º de janeiro do ano seguinte ao da ciência do termo. Ela não é definitiva. Quem regulariza os débitos depois dos 90 dias, mas dentro do prazo de opção, pode pedir nova opção pelo Simples para o ano seguinte (Perguntão, item 12.7).

FontesLC 123/2006 — limites (art. 3º), sublimite (arts. 19 e 20), débito como motivo de exclusão (art. 17, V), ciência pelo DTE-SN em 45 dias (art. 16, § 1º-C), efeitos da exclusão (art. 31) e Fator R (art. 18, §§ 5º-J e 5º-M); conferida em 21/10/2026LC 216/2025 — prazo de 90 dias para regularizar débito após a exclusão (nova redação do art. 31, § 2º, da LC 123); conferida em 21/10/2026Decreto 70.235/1972 (compilado) — impugnação em 20 dias úteis (art. 15, na redação da LC 227/2026); conferido em 21/10/2026Resolução CGSN 140/2018 — sublimite pela receita acumulada no ano-calendário e início do impedimento de recolher ICMS e ISS no DAS (art. 12, § 1º); conferida em 21/10/2026Resolução CGSN 194/2026 — opção pelo Simples para 2027 de 01/09/2026 a 15/10/2026 (art. 1º da Resolução CGSN 186/2026); conferida em 21/10/2026Resolução CGSN 190/2026 — a partir de 2027, opção pelo Simples de 1º a 30 de setembro, com efeitos no ano seguinte (art. 6º, § 1º, da Resolução CGSN 140); conferida em 21/10/2026Portal do Simples Nacional — notícia de 10/10/2024: Termos de Exclusão para 1.876.334 devedores, com dívidas de cerca de R$ 26,7 bilhões; conferida em 21/10/2026Portal do Simples Nacional — notícia de 01/04/2026: 90 dias para regularizar, ciência em até 45 dias e contestação em 20 dias úteis; conferida em 21/10/2026CGSN — Perguntas e Respostas do Simples Nacional, versão atualizada parcialmente em 09/10/2026, itens 1.11 e 12.7; conferido em 21/10/2026